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EXTRA: VAZOU E-MAIL DE DENÚNCIA DO AME DE OURINHOS


Na data de hoje (29) um e-mail contendo denúncias relacionadas ao AME Ourinhos, com destinatário o excelentíssimo prefeito Lucas Pocay passou a circular no App WhatsApp chegando ao conhecimento de muitas pessoas. Por ser um assunto relacionado ao dinheiro público, o Blog Notícias Ourinhos tem por obrigação informar todos munícipes de Ourinhos e região que utilizam os serviços do AME Ourinhos.

E-MAIL

OU : A diretoria do Sindicato dos Médicos de São Paulo recebeu denúncias dos médicos que trabalham no AME (Ambulatório Médico de Especialidades) de Ourinhos com relação a mudanças que ocorreram na unidade após a troca de organização social responsável por sua gestão.

O AME de Ourinhos é uma unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo que tem por destinação o atendimento da população de Ourinhos e das cidades circunvizinhas, num total aproximado de 250.000 pessoas. Desde 01/10/2017 essa unidade é administrada pela Organização Social Santa Casa de Assis.

A nova administração promoveu mudanças administrativas que resultaram em diversos problemas nas condições de trabalho dos profissionais da unidade, além de impactar de forma lesiva na qualidade de atendimento à população.

Segundo os médicos, o AME de Ourinhos contava com aprovação de 97% dos usuários. Hoje, com a administração da Organização Social Santa Casa de Assis, a unidade vem sendo objeto de reclamações, com aumento de 400%, e denúncias das mais diversas, dado à queda da qualidade dos serviços prestados, originada pelos moldes de funcionamento impostos pela nova administração.

Este sindicato entende que as autoridades locais e representantes da sociedade civil organizada precisam tomar conhecimento sobre a atual situação do AME de Ourinhos, unidade extremamente importante para a rede de saúde pública da região.

Abaixo estão listados os principais problemas apontados pelos profissionais médicos:

1) Há constante falta de materiais básicos para a realização de procedimentos. Por exemplo, agulha utilizada para a punção destinada à biópsia da próstata não foi comprada, e faltará em todo o mês de dezembro. Houve casos de exames de biópsia de próstata que foram cancelados por falta de material, o que nunca havia acontecido na gestão anterior. Tais situações resultam de problemas de compra ou falhas na logística interna (problemas no controle, solicitação de compra ou distribuição);

2) Houve uma redução significativa na oferta de serviços. Ao se comparar a quantidade de consultas médicas ofertadas à população (entre casos novos, retornos e interconsultas), no mês de dezembro de 2016 com a quantidade de consultas agendadas para o mesmo período de 2017 -  diminuição de aproximadamente 34,5% na oferta.

3) Muitos municípios estão com dificuldades para conseguir vagas devido ao comprometimento do atendimento, falta de materiais, que ocasiona o cancelamento de consultas. Há grande dificuldade para agendamento de consultas, procedimentos e exames;

2) No período compreendido entre 7 e 9 horas, que é o de maior fluxo de pacientes e ocorre a maior parte dos procedimentos, não há farmacêutico no local, o que impede a liberação de medicamentos dos mais diversos, até mesmo para os procedimentos médicos;

3) A nova administração implantou um novo controle de acesso, fluxo de espera e agendamento na pós-consulta, que tem se mostrado pouco eficiente, deixando os pacientes confusos e gerando tumulto na unidade. Muitos pacientes chegam bem cedo ao AME devido ao frete proporcionado pelos municípios, por vans ou ambulâncias, e não podem mais entrar no saguão principal para aguardar sentados pela consulta/procedimento devido às novas regras de acesso.

Devido aos novos fluxos internos impostos aos pacientes pela nova administração o atraso no atendimento, em mais de uma hora, tem sido uma constante na unidade. Por exemplo, é comum pacientes marcados para 10h30 serem atendidos às 11h30, ou seja, totalmente fora do horário marcado, de forma a prejudicar todo o seguimento da agenda.

4) Ficaram comuns problemas de orientações prévias aos pacientes que passarão por procedimentos. Em muitos casos, os pacientes só recebem orientação de preparo necessário para a realização de exames na hora em que o mesmo será feito.

5) Anteriormente eram disponibilizadas bolachas no centro cirúrgico, para os pacientes que ficavam em jejum por muito tempo, para a realização de procedimentos, exames ou cirurgias. Atualmente, as técnicas foram proibidas de disponibilizar esse benefício, o que se mostra prejudicial, principalmente para os pacientes diabéticos, que têm passado mal antes e durante os exames. Muitos pacientes comparecem à unidade desprovidos de um único Real no bolso.

6) Vários colegas médicos queixaram de assédio por parte da atual administração, com ameaças de advertências e demissões.

7) A atual realidade imposta pela nova administração fez com que vários profissionais se desligassem da unidade, gerando lacunas assistenciais à população;

8) A nova gestora afirmou em reunião com a equipe médica que faria a reposição do quadro de profissionais médicos, no entanto, usaria a contratação de pessoa jurídica. Com isso, a instituição fraudaria a relação de trabalho com a “pejotização” dos médicos, cometendo irregularidades trabalhistas conforme a legislação vigente;

No aguardo de breve manifestação de V.Exa. nos colocamos à disposição pelos telefones (11) 3292-9150/9151 ou pelo e-mail diretoria@simesp.org.br



Atenciosamente,



SINDICATO DOS MÉDICOS DE SÃO PAULO
Eder Gatti Fernandes – Presidente



Ao
Excelentíssimo Senhor
Lucas Pocay Alves da Silva
Prefeito do Município de Ourinhos
Ourinhos / SP