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CAOS MORAL E ÉTICO DE UMA POLÍTICA FALIDA EM OURINHOS


Um ano se passou e nada mudou, mas apoiadores da atual administração pública de Ourinhos estão indignados e se afastando do governo das promessas não cumpridas.

Desta vez quem demonstra publicamente sua indignação com as ações políticas em Ourinhos, é o senhor Reginaldo Pereira Góis (Reginaldo Barata) que disputou as eleições de 2016 obtendo 36 votos como candidato para vereador e apoiador ao atual prefeito da cidade.

Reginaldo não foi um simples apoiador ao atual prefeito, ele recebeu doações financeiras de Lucas Pocay Alves da Silva para sua campanha eleitoral.

Diante um governo controverso, no último dia 6 de dezembro às 20:03 horas foi publicado na rede social Facebook um texto de indignação que chamou a atenção. Veja o texto abaixo, em que o Fotógrafo Reginaldo Pereira Góis expressa com propriedade a POLÍTICA FALIDA na cidade de Ourinhos.

Um Ourinhense Indignado

Por Reginaldo Pereira Góis

Creio expressar o sentimento de muitos Ourinhenses, quando afirmo que nunca foi tão difícil ter esperança como nos dias de hoje.

Provavelmente, tudo que tomamos conhecimento, e que nos estarrece, já vem sendo praticado há muitos anos, quiçá décadas, como numa peça teatral que atravessa os tempos, mudando, apenas, seu elenco. A encenação é de péssimo enredo, mas somos obrigados a assisti-la.

Escândalos políticos, envolvendo todas as esferas de poder e partidos em nossa cidade, vêm produzindo um quadro dantesco de violência e impunidade, que demonstra que o povo nunca é, nem foi, protagonista nessa “democracia”.

O que vem importando a esses poucos políticos, na verdade, é atingir o poder, exercê-lo, mantê-lo e tirar o maior proveito possível dele, tal qual uma praga de gafanhotos, não importando os efeitos sobre a população de nossa cidade.

Ideologias só aparecem sob forma de discurso inócuo e insípido, para justificar o injustificável, e travestir atitudes iníquas. Ideologia, em Ourinhos, aliás, é algo tão vago como a direção dos ventos, e flutua ao seu sabor.

E o que dizer de alguns de nossos políticos?

Quanto de benefícios conseguiram para Ourinhos e quanto para si próprios?

Quanto se dedicam aos interesses do povo e quanto aos seus projetos pessoais?

Como analisar as leis dúbias que criam, o clientelismo, o nepotismo, o loteamento de cargos, o fisiologismo, a negação de suas plataformas eleitorais, a eterna justificativa de que o eleitorado lhes conferiu o mandato, e que suas atitudes - quaisquer que sejam - são respaldadas por ele?

Em Ourinhos existe uma longa história de incompetência e mentiras, passada como um bastão de revezamento, transformando a imoralidade em ato comum!

Será que os nossos representantes não atinam que os atos que praticam têm consequências sociais terríveis?

Será que frequentando, hipócritas, suas igrejas e templos, têm coragem de encarar sua fé e olhar nos olhos de seus irmãos sem remorsos ou arrependimentos?

Ou creem, sinceramente, que, como Judas Iscariótes, suas atitudes são necessárias à redenção da nossa cidade.

Licitações superfaturadas e desnecessárias, tráfico de influência e a aprovação de projetos que vão contra os anseios do povo e outras falcatruas, matam de sede, de fome e de doença, geram analfabetismo, induzem ao crime, frustram perspectivas de ascensão profissional e social, alienam gerações!

Não seria nenhum absurdo se sua prática fosse assemelhada a de Genocídio ou Crime contra a Humanidade, tão graves são suas consequências e injustificáveis seus motivos.

Esse caos moral e ético em Ourinhos tem levado a consequências terríveis no cotidiano das vítimas que somos nós.

Precisamos de menos líderes e mais porta-vozes, de mais ideais e menos culto a personalidades, de mais crises de consciência, de menos discurso e mais ação contra a corrupção e a inércia. Essas, sim, são as maiores inimigas de Ourinhos, e delas decorrem todos os males que afligem nossa cidade!”