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Capitão Augusto apresenta projeto de lei contra “má influência” da Rede Globo


Deputado alega que Globo tenta desmoralizar e acabar com as famílias e seus valores cristãos, glamorizando a vida de marginais.

O deputado federal Capitão Augusto apresentou um projeto de lei bastante polêmico no início de novembro na Câmara Federal. O PL nº 9.049/2017, de sua autoria, propõe um acréscimo ao 4º parágrafo do Artigo 36 da Lei 2.529/2011, definindo como infração à ordem econômica a concentração decorrente de monopólio ou oligopólio dos meios de comunicação social. Se aprovado, será um duro golpe na forma de organização desses conglomerados, como a Rede Globo, citada com ênfase pelo deputado em seu discurso na tribuna da Câmara.


Capitão Augusto argumenta que existem 9.477 veículos de comunicação no Brasil, porém, quatro grandes grupos nacionais controlam diferentes mídias, consolidando uma espécie de oligopólio no setor de comunicação, segundo ele. “Controlados por dinastias familiares, os meios de comunicação reproduzem os interesses da elite e do capital, propagam o discurso da globalização e do neoliberalismo, e exaltam a vida para o mercado, o consumismo e o individualismo”, relata em sua justificativa para o projeto.

Dirigindo-se diretamente ao grupo que controla a TV Globo, o deputado ourinhense foi contundente: “Nós todos sabemos do monopólio de comunicação que existe das Organizações Globo, que é o 4º poder no Brasil”. O parlamentar avalia que em nenhum país do mundo se permite um poder desse tipo, concentrado nas mãos de uma única família e que interfira tanto nas decisões do país.

Capitão Augusto denuncia que “a Rede Globo, através de suas produções, procura desmoralizar as instituições policiais, desmoralizar e acabar com as famílias e seus valores cristãos, glamorizando a vida dos marginais”. O deputado quer que seu projeto seja incluído também no CAD (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), para que ele reveja as questões econômicas que caracterizem o monopólio das comunicações do grupo.

FONTE: Assessoria de Imprensa