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DELAÇÃO APONTARÁ NOMES DOS POLÍTICOS DO PSDB DO PARANÁ QUE RECEBERAM PROPINA




Ex-governador Beto Richa. (Divulgação/AEN)

A Coluna Painel, da Folha de São Paulo, traz nesta terça-feira (5), a informação de que uma das empresas do grupo CCR, a Rodonorte, vai reconhecer em acordo com a força-tarefa da Lava Jato que pagou propina para tucanos no Paraná. A negociação está em fase final.

Por Banda B

Segundo a Folha, como tem ações na Bolsa e aposta na conquista de novas concessões que irão a leilão, a companhia quer limpar o trilho de irregularidades para não correr o risco de enfrentar problemas na Justiça. Um ex-motorista da concessionária disse que entregou malas de dinheiro na sede do governo.


A reportagem aponta ainda que o ex-motorista trabalhava na presidência da Rodonorte. Além dos montantes levados ao Palácio Iguaçu, ele também relatou entregas no Tribunal de Contas do estado e na associação das empresas concessionárias.

Em São Paulo, a CCR reconheceu que deu cerca de R$ 25 milhões em recursos de caixa dois para tucanos e petistas, mas afirmou que nunca pagou propina. O Ministério Público do estado aceitou o acordo, mas investiga se a empresa contou a verdade. Lá, a CCR pagou uma multa de R$ 81,5 milhões para se livrar de processos. (Leia a coluna completa aqui)

A informação divulgada na Folha atinge em cheio o ex-governador Beto Richa. Segundo a força-tarefa da Lava Jato, Beto e o irmão Pepe Richa ‘comandaram o esquema de propinas das rodovias federais no Paraná’. Os procuradores afirmam que as propinas que teriam sido pagas em troca dos benefícios às concessionárias chegaram a pelo menos R$ 35 milhões. Os dois negam todas as denúncias.


A denúncia tem origem em uma ação conjunta do Ministério Público Federal, Polícia Federal, Receita e Polícia Rodoviária Federal.

Na acusação contra os agentes públicos, foram denunciados Beto Richa e seu irmão, Jose Richa Filho (Pepe Richa) – ex-secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná -, e mais oito investigados, pelos crimes de pertencimento à organização criminosa e corrupção passiva.

Beto Richa foi preso em janeiro por ordem do juiz Paulo Sérgio Ribeiro, da 23ª Vara Federal de Curitiba. O ex-governador foi solto por determinação do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha.


No final de janeiro, a Lava Jato apresentou duas denúncias contra suposto esquema que teria desviado R$ 8,4 bilhões por meio de supressões de obras rodoviárias e aumento de tarifas em concessões do Anel de Integração. Uma acusação contra o núcleo político e outra contra o núcleo econômico.

Os empresários foram denunciados pelos crimes de corrupção ativa, pertencimento à organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Duas décadas

Os crimes são relacionados às investigações da Operação Integração – desdobramento da Lava Jato -, que apontaram, ao longo de quase duas décadas, um suposto pagamento de propina pelas concessionárias que operam o Anel de Integração do Paraná


Os subornos, apontou a Lava Jato, eram pagos para obtenção de favorecimentos contratuais que excluíam obras e aumentavam tarifas.

De acordo com a acusação, em 1999 as seis concessionárias que administram o Anel de Integração do Paraná – Econorte, Ecovia, Ecocataratas, Rodonorte, Viapar e Caminhos do Paraná – começaram a se reunir periodicamente na sede da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) para tratar de propinas a agentes públicos do Paraná em troca da celebração de aditivos contratuais favoráveis às empresas.

A Lava Jato indicou que, no início do esquema, o valor total da arrecadação mensal de propina era de aproximadamente R$ 120 mil. O montante teria sido rateado entre as seis concessionárias do Anel de Integração proporcionalmente ao faturamento de cada uma delas e distribuído para funcionários do DER/PR.

Os procuradores afirmam que o esquema continuou após o início do mandato de Beto Richa em 2011. A partir de então, os beneficiários finais da propina eram agentes políticos do Palácio Iguaçu e agentes públicos do DER/PR e da Agência Reguladora do Paraná (Agepar) – instituição responsável por fiscalizar as concessões rodoviárias no Estado.


Outro lado

A defesa de Richa ainda não se manifestou sobre o acordo fechado pela CCR com o MPF.

O espaço está aberto para as manifestações dos citados.




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